
O que resta do 25 de Abril
Artigo de opinião de Consciência tranquila
... E posso explicar porque não acredito em qualquer dos políticos que hoje frequentam a AR. Tempos houve em que os mais esclarecidos e mais providos de bom senso nos apercebemos que a questão ideológica se tornava secundária por dois motivos óbvios: A grosso modo numa primeira abordagem com a queda do bloco Soviético permitiu-se uma franca descompressão relativamente à tomada de partidos de confluência ocidental ou de Leste (na escolha entre o sistema de economia liberal ou estatal e nós e nossos filhos cá e eles os maus do lado de lá) por outro lado começávamos a ficar francamente fartos da discursocratia inconsequente e de governantes ridiculamente mal preparados com uma qualidade de formação francamente insuficiente. É óbvio que começava a ser mais viável acreditar e confiar nas pessoas e não tanto nos partidos agarrados a dogmas e vícios de grupo. O drama em Portugal reside no facto de não termos no panorama político pessoas com carisma e sabedoria, mas isso tem uma explicação óbvia. Ninguém com bom senso se disponibiliza para o nível que a politica se faz, e porquê? Acontece que a política é cooperativista e esse cooperativismo estabeleceu-se nos partidos fazendo destes perfeitos lugares de trama e influência onde só podem sobreviver os mais aptos e dispostos ao jogo político assim como os que eticamente são mais débeis para não dizer totalmente desprovidos de qualquer postura moral como aliás se tem tornado claro na política dos últimos anos. Assim os que sobem na hierarquia partidária e os que exercem a politica não quer dizer que sejam os mais indicados para exercer a governação. Os independentes ou possíveis candidatos por capacidade jamais desfrutam de possibilidades no nosso sistema de poderem assumir lugares destacáveis na governação, quer dentro dos partidos ou fora destes. Portanto a política é exercida hoje por uma série de gente que nem sempre pode produzir a qualidade que seria desejável, porque quase sempre não estão providos da preparação técnica suficiente e muito menos ética ou moral, porque o percurso de ascensão dentro das famílias políticas ou partidárias é feito por uma série de conveniências e interesses que vão desde a confiança familiar até ao favor da promoção ou da sustentação dos lugares e posições. Este jogo é o elemento fundamental na política é o denominador comum nos partidos nos governos e em toda a orgânica governativa logo o politico de hoje, não é o indivíduo da competência profissional, ética ou moral. Torna-se peremptório que algo mude e bem depressa um sistema presidencialista teria algumas vantagens mas não resolve o ou os problemas da credibilidade e da moralização da politica. Por outro lado uma completa independência do poder judicial e uma atitude por parte deste poder fundamental em contribuir definitivamente e de forma activa para a moralização da política e da sociedade em geral é uma tarefa utópica porque esta sofre rigorosamente do mesmo mal e dos mesmos problemas dos partidos e da política em geral. É cooperativista inconsequente incompetente e auto sustenta uma elite de gente eticamente pouco aconselhável que se alimenta vergonhosa e principescamente espoliando o país de parte considerável dos fracos recursos disponíveis. Outro dos dramas reside no facto de Portugal ser um país de brados costumes onde minorias ou organizações das mais variadas formas ou pretensões não criarem em Portugal o efeito eficiência por via de actuações não convencionais recorrendo ao terrorismo político e social. Não sendo aceitável nem pretendido não podemos deixar de observar que países onde os políticos, empresários ou espoliadores do erário publico são alvos preferenciais de atentados a vida humana, imprimindo assim numa sociedade um maior respeito pelo povo e criando alguma contenção não dando azo a abusos descarados por parte dos que têm poder e riqueza...
Artigo de opinião de Consciência tranquila
... E posso explicar porque não acredito em qualquer dos políticos que hoje frequentam a AR. Tempos houve em que os mais esclarecidos e mais providos de bom senso nos apercebemos que a questão ideológica se tornava secundária por dois motivos óbvios: A grosso modo numa primeira abordagem com a queda do bloco Soviético permitiu-se uma franca descompressão relativamente à tomada de partidos de confluência ocidental ou de Leste (na escolha entre o sistema de economia liberal ou estatal e nós e nossos filhos cá e eles os maus do lado de lá) por outro lado começávamos a ficar francamente fartos da discursocratia inconsequente e de governantes ridiculamente mal preparados com uma qualidade de formação francamente insuficiente. É óbvio que começava a ser mais viável acreditar e confiar nas pessoas e não tanto nos partidos agarrados a dogmas e vícios de grupo. O drama em Portugal reside no facto de não termos no panorama político pessoas com carisma e sabedoria, mas isso tem uma explicação óbvia. Ninguém com bom senso se disponibiliza para o nível que a politica se faz, e porquê? Acontece que a política é cooperativista e esse cooperativismo estabeleceu-se nos partidos fazendo destes perfeitos lugares de trama e influência onde só podem sobreviver os mais aptos e dispostos ao jogo político assim como os que eticamente são mais débeis para não dizer totalmente desprovidos de qualquer postura moral como aliás se tem tornado claro na política dos últimos anos. Assim os que sobem na hierarquia partidária e os que exercem a politica não quer dizer que sejam os mais indicados para exercer a governação. Os independentes ou possíveis candidatos por capacidade jamais desfrutam de possibilidades no nosso sistema de poderem assumir lugares destacáveis na governação, quer dentro dos partidos ou fora destes. Portanto a política é exercida hoje por uma série de gente que nem sempre pode produzir a qualidade que seria desejável, porque quase sempre não estão providos da preparação técnica suficiente e muito menos ética ou moral, porque o percurso de ascensão dentro das famílias políticas ou partidárias é feito por uma série de conveniências e interesses que vão desde a confiança familiar até ao favor da promoção ou da sustentação dos lugares e posições. Este jogo é o elemento fundamental na política é o denominador comum nos partidos nos governos e em toda a orgânica governativa logo o politico de hoje, não é o indivíduo da competência profissional, ética ou moral. Torna-se peremptório que algo mude e bem depressa um sistema presidencialista teria algumas vantagens mas não resolve o ou os problemas da credibilidade e da moralização da politica. Por outro lado uma completa independência do poder judicial e uma atitude por parte deste poder fundamental em contribuir definitivamente e de forma activa para a moralização da política e da sociedade em geral é uma tarefa utópica porque esta sofre rigorosamente do mesmo mal e dos mesmos problemas dos partidos e da política em geral. É cooperativista inconsequente incompetente e auto sustenta uma elite de gente eticamente pouco aconselhável que se alimenta vergonhosa e principescamente espoliando o país de parte considerável dos fracos recursos disponíveis. Outro dos dramas reside no facto de Portugal ser um país de brados costumes onde minorias ou organizações das mais variadas formas ou pretensões não criarem em Portugal o efeito eficiência por via de actuações não convencionais recorrendo ao terrorismo político e social. Não sendo aceitável nem pretendido não podemos deixar de observar que países onde os políticos, empresários ou espoliadores do erário publico são alvos preferenciais de atentados a vida humana, imprimindo assim numa sociedade um maior respeito pelo povo e criando alguma contenção não dando azo a abusos descarados por parte dos que têm poder e riqueza...
(continuação)
Mais remeto para o excelente artigo escrito por ELMANO MADAIL no JN, que é um hino á avaliação da democracia em Portugal e aos riscos que ela corre na optica cuidada de uma observação cientifica por académicos crediveis, isentos da tramoia politica. (clique no titulo do tema)